domingo, 9 de janeiro de 2011

O JULGAMENTO


"Le Véritable Tarot de Marseille" - restaurado por Kris Hadar – Editions de Mortagne, Canadá, 1995

Existe uma ligação profunda entre o Arcano 18 e o Arcano 20: o primeiro pertence a Lilith, o segundo a Escorpião, signo regido por Plutão. A ressurreição. A ressurreição dos poderes perdidos nos cemitérios do tempo. Nossa memória, pessoal e genética, memorizou 20 bilhões de anos de evolução. Memorizou os próprios poderes do Universo. Mas estamos agora na alvorada de uma nova civilização, construindo uma nova maneira de compreender e viver. Precisamos recuperar os poderes que perdemos nos terremotos do tempo. Precisamos, especialmente, recuperar os poderes de Lilith. Atrás dos nossos bloqueios se encontram as capacidades perdidas, que não são perdidas, mas apenas esquecidas
I Tarocchi Classici- Rocca e Gumppenberg - 1835-

Alligo e Spadoni - 2006


Viagem Interior:
Arcano 20, Morte/Ressurreição
Para entrar na noite dos tempos e reconquistar os poderes perdidos, imagine uma coroa de ouro, sentindo seu peso leve no topo da sua cabeça, sentindo a inspiração que vem de cima, percebendo a aura de Luz, a aura de Poder irradiando da sua coroa. Pegue sua espada, a Espada Sagrada que Marte, o deus, deu a você, sentindo a espada na sua mão, sentindo o Poder de Marte na sua mão. Para acompanhar você, chame seus Animais de Poder. Chame a serpente e a águia. Cumprimente a serpente, acariciando com afeição a cabeça dela. Cumprimente a águia, assobiando sua amizade para ela.
E você vai, em companhia dos seus Animais de Poder, voando através da noite do espaço, ultrapassando o círculo de Saturno, ultrapassando o círculo das limitações. Em companhia dos seus Animais de Poder, você voa através da noite galáctica.
E você chega ao túnel do tempo. Entra no túnel turbilhante do tempo, no túnel das Energias temporais. Na escuridão turbilhante do tempo, você encontra Lilith. Você manda afeição e ternura para ela. Ela sorri e abraça você.
Pode ver que Lilith também está acompanhada de alguns Animais de Poder. Em companhia de Lilith, dos Animais de Poder, seus e dela, você abre o portal das trevas, o portal dos segredos escondidos nas trevas da memória perdida. Entra. Espada na mão, entra. Aos seus pés, a serpente assobia furiosa. Com tranqüilidade, a águia fica no seu ombro, com a tranqüilidade dos Deuses. A tranqüilidade do Nada, desse Nada que contem os turbilhões do espaço e do tempo.
A Luz irradiando da sua coroa ilumina, diante de você, uma porta velha, meio apodrecida pelo tempo. Você decifra a velha inscrição: "Porta das humilhações passadas".
Espada na mão, você entra. Aqui está um cemitério em ruínas. O cemitério em ruínas das humilhações mortas. Você busca o túmulo que você veio procurar. Esta aqui. O morto era um gigante. Com sua espada, corta as raízes das pitangueiras que saem da boca do morto. E na boca do morto você entra .
A serpente está assobiando, e precede você no corredor da garganta. A águia fica tranqüila no seu ombro. A Luz da sua coroa ilumina o caminho, até o estômago.
Você chama o morto pelo seu nome. Ele está roncando. Não quer se despertar. Você pede ajuda, a ajuda dele. Ele ronca quatro palavras: "Deixe-me em paz!"
Lilith aponta um dedo. Um Animal de Poder dela urra com ferocidade. A sua serpente dá uma picada no estômago do gigante, que treme e solta um grito de dor. O gigante pergunta: "O que você quer?" Você responde: "Conhecimento e Poder. Quero saber o que aconteceu."
E você pode ouvir a tempestade, o vento do tempo em fúria. O vento, a tempestade estão falando com você. E você se lembra. É um sentimento, forte. Atrás da tempestade, você percebe. Você percebe, você toca o Poder que você tinha. Toca o Poder que você tem. De novo, você veste o Poder. A coroa na sua cabeça brilha intensa, irradiando um oceano de relâmpagos contínuos, de relâmpagos tranqüilos. E você Vê.
Você abençoa o gigante. Abençoando o gigante, você sabe. Você sabe. Você é o gigante, você é o gigante cheio de vida, e a serpente e a águia são seus amigos.

Comentário
Morte e ressurreição, precisamos morrer, de vez em quando, para poder ressuscitar. Morrer, para nos livrar do que envelheceu, se petrificou, e ser jovens de novo: começar de novo.
Esquecer, esquecer até talentos para desenvolver novos talentos. Como também nossos talentos mortos devem ressuscitar. Precisávamos deixar morrer nossa intuição, para desenvolver uma nova forma de inteligência, a inteligência racional. Agora, precisamos ressuscitar nossa intuição, para usar a inteligência total

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imagens: Clube do Tarô

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